
Cada vez mais, as novelas apostam em temas que retratam o cotidiano da sociedade. Problemas sociais e até alertas sobre comportamento e bem-estar aparecem recheados de cenas que misturam ficção com realidade.
Alcoolismo, síndrome de down, seqüestro de bebês, leucemia, violência doméstica, esquizofrenia e tantos outros assuntos são abordados nas novelas brasileiras e, em sua maioria, geram curiosidade e entendimento por parte do grande público.
A autora Glória Perez, que escreve o folhetim "Caminho das Índias", das 21h, da Globo, tem mostrado o drama vivido por Tarso, personagem de Bruno Gagliasso. O jovem é pressionado por seu pai, Ramiro (Humberto Martins), a assumir a empresa da família. Acuado, o rapaz se refugia dentro dos próprios pensamentos desenvolvendo, assim, um quadro grave de esquizofrenia. Por conta de seus constantes surtos, o rapaz começará a sofrer preconceito por parte de alguns amigos.
Glória Perez é mestre no assunto de abordar temas polêmicos. Em "O Clone", de 2000, a autora mostrou o problema do vício das drogas. Já em "América", de 2005, Glória ousou ainda mais e mostrou temas como: deficiência visual, cleptomania e homossexualidade.
O grande campeão nesse assunto é o autor Manoel Carlos.
Suas novelas, que sempre trazem uma Helena como protagonista, já comoveram muito os telespectadores. Em "Por Amor", de 1997, Maneco sensibilizou a todos quando sua protagonista, em um ato de amor, fez uma troca de bebês na maternidade.
Em "Laços de Família", de 2000, o autor escreveu sobre um caso de leucemia, o que mexeu com o coração dos telespectadores. Já em "Mulheres Apaixonadas", Maneco trouxe outro problema frequente em muitas casas: o alcoolismo e a violência doméstica.
No ano de 2005, em "Páginas da Vida", o Brasil se emocionou com a história de uma menina que, por ter síndrome de down, foi rejeitada pela avó.
Aguinaldo Silva, que recentemente assumiu que está cansado de fazer novelas, trouxe, em "Senhora do Destino", de 2004, um caso em destaque na mídia para a ficção: o sequestro de crianças.
Silvio de Abreu, em "Torre de Babel", de 1998, sofreu críticas ao retratar o amor entre duas mulheres.
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