quinta-feira, 16 de julho de 2009

RS é 'porta de entrada' da nova gripe, diz Secretaria da Saúde

O secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, confirmou mais cinco mortes de pacientes com a nova gripe no estado. Os casos já haviam sido anunciados pelas prefeituras, desde a manhã desta quinta-feira (16).



Veja cobertura completa da nova gripe



No estado, sete pessoas já morreram em decorrência da nova gripe. Em todo o país, já são 11 óbitos confirmados.



Mesmo com o aumento no número de pacientes, Terra disse que "não existe uma situação mais grave ou diferente do que acontece em todos os invernos gaúchos".



De acordo com nota divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde, a orientação, que tem apoio da Secretaria da Educação, é para que não ocorra suspensão das aulas ou antecipação de férias escolares em decorrência da nova gripe. "Os casos suspeitos deverão ser comunicados pela direção da escola à Coordenadoria Regional de Educação e Secretaria Municipal de Saúde e só as turmas com casos suspeitos ou confirmados deverão ter suas atividades suspensas", diz o texto.
Na mesma nota, a Secretaria da Saúde afirmou que o Rio Grande do Sul é considerado como "a porta de entrada da gripe, por via terrestre, no Brasil", por fazer fronteira com a Argentina e o Uruguai. O secretário não acredita que as mortes registradas vão alterar o perfil de mortalidade por doenças respiratórias no inverno. A administração estadual diz que, em média, são anotados 2.500 óbitos por ano por pneumonia.



Terra considera que já pode estar ocorrendo a circulação do vírus de forma sustentada no estado.



Nesta quinta, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a situação do Rio Grande do Sul é a que vem inspirando "mais cuidados" das autoridades. Uma equipe do ministério está seguindo para o estado e mais mil tratamentos serão encaminhados às unidades de saúde.
Cinco casos em um dia

Nesta quinta-feira, foram confirmadas uma morte em Uruguaiana, duas em Passo Fundo e duas em Santa Maria.



Nesta manhã, a Prefeitura de Uruguaiana comunicou o óbito de um paciente com a mesma doença: um caminhoneiro de 35 anos que estava na Santa Casa da cidade. Ele teria sido contaminado na Argentina.



Em Passo Fundo, os dois pacientes são um comerciante de 42 anos e um garçom, de 30. Os dois tinham histórico de hipertensão, de acordo com o governo estadual. As mortes ocorreram nos dias 8 e 10 de julho.

Em Santa Maria, foram mais dois homens. Um era vigilante, tinha 26 anos e não apresentava problemas de saúde. O secretário de Saúde de Santa Maria, José Haidar Farrett, disse ao G1 que o outro era funcionário de hospital. O estado diz que era um operador de manutenção, de 36 anos, que tinha diabetes, hipertensão e cardiopatia. A prefeitura diz que os exames que confirmaram o diagnóstico, feitos pela Fiocruz, chegaram nesta quinta-feira.



Os locais de transmissão da doença, nos quatro últimos casos anunciados, estão sendo investigados.

Também nesta quinta, foram confirmados mais dois casos, em Osasco (SP) e no Rio de Janeiro.



Outros casos

A primeira vítima da doença no Brasil foi um caminhoneiro de 29 anos que estava internado em Passo Fundo, e morreu em 28 de junho. Na última sexta-feira (10), foi confirmada a morte de uma menina moradora de Osasco, em São Paulo.

A terceira morte foi anunciada na segunda-feira (13): um menino de 9 anos, morador da cidade de Sapucaia do Sul (RS). Ele morreu em 5 de julho, em Porto Alegre, mas o resultado da análise laboratorial que confirma a contaminação só saiu na segunda-feira (13).

Em São Paulo, a segunda morte no estado foi confirmada na terça-feira (14). Trata-se de um homem de 28 anos, que passou a apresentar febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal em 1º de julho, no Hospital de Clínicas de Botucatu. Ele procurou o serviço médico no sábado, 4 de julho, quando foi internado. No dia 7, o quadro clínico se agravou e ele morreu três dias depois, na sexta-feira.



Balanço

Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, até quarta-feira (19), foram confirmados 1.075 casos da doença no país. Desse total, 135 eram do Rio Grande do Sul.



O ministro da Saúde disse que foi identificado um caso de transmissão sustentada em São Paulo. Isso significa que o vírus circula no país. Trata-se de uma criança que morreu em 30 de junho. Agora, a Secretaria Estadual de Saúde informou que não havia vínculo desta pessoa com alguém que veio do exterior.



Apesar do aumento no número de registros, o ministro declarou que "não há nenhum motivo para pânico". A recomendação é para evitar viagens para países com transmissão sustentada contínua.

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